domingo, 28 de março de 2010

Este Coração.

Como poder recuperar teu amor? Como tirar a tristeza do meu coração? Meu mundo gira só por você. Como deixar esta profunda dor. Sinto correr por minhas veias a sua respiração.

Estou tão conectado a você, que até nos meus sonhos te vejo. E esse coração que você roubou quando foi embora, e foi embora com meus beijos. Com meus beijos e meus sonhos.

E esse coração está batendo cada vez mais lento, e estou sentindo dentro de mim, como se o fogo não tivesse se apagado. Não se apagou...

Como acalmar essa profunda obsessão? Como eu explico a minha alma que tudo acabou?


Segue ardendo.
Enquanto existir amor,
Não se apagou o amor.

E esse coração que você roubou quando foi embora, e foi embora com meus beijos. Com meus beijos e meus sonhos.

E estou sentindo dentro de mim, como se o fogo não tivesse se apagado... não se apagou.

sábado, 27 de março de 2010

Another night, another dream wasted on you.

Eu não me lembro como foi. Borões. Correria. Eu gritei. Você gritou. Eu quebrei seu coração. Você destruiu o meu.

Fiquei repassando a cena um milhão de vezes em minha mente, meus pensamentos pesados demais. Já não sustentava meu rosto em minhas mãos. Tantas lágrimas não permitiam que minhas mãos parassem sobre ele ou que eu enxergasse um palmo a minha frente.

"Eu te amo!"
"Você ama o que te convém." Apatia.

Apatia, apatia, apatia. Somente isso me acalentava depois de tanto pranto, depois de tantos gritos... tantas promessas quebradas. Eu me lembro de ter pedido uma única coisa depois do primeiro "eu te amo" sussurrado, jogado de forma envergonhada.

"Promete nunca me magoar? Nunca me deixar... como eu estava?"
"Prometo."

Aparentava estar arruinada, mas só queria ficar mais bonita em uma imagem que fazia de si mesma. Visualizei aquela a quem eu falei aquelas palavras, a única coisa que me fez foi me cumprimentar como se não visse a séculos e sentia saudade. Sorriso enviesado. Aquela música que você disse que se lembrava de mim quando ouvia não saiu da minha cabeça.

Decepção, não sua. Minha. Muito minha.


Inside I hope you know I'm dying
With my heart beside me
In shattered pieces that may never be replaced
And if I died right now you'd never be the same

Mayday Parade - Three Cheers For Five Years

Mensonges.

Vazio. Resumiria bem... Até demais. Vejo a minha volta crianças correndo, pessoas sorrindo para mim, mas eu nem sei ao certo quem são essas pessoas. Eu me iludo ainda, tentando me fazer compreender que este lugar não me pertence, que eu não pertenço a ele, mas eu nasci aqui. Por algum motivo eu pertenço a estes rostos desconhecidos e falsos que me observam.

Não sei de onde veio tanta confusão. Antes eu sabia de tudo, tudo era certo, tão certo que chegava a me deixar confuso, me sentia senhor do meu passado, presente e futuro. O que resta agora? Eu não sei. É tudo um grande borrão, um grande erro. Talvez eu tenha cometido um grande erro.

Acreditar, pessoas... Coisas que não combinam, uma crença falha em um ser mais falho ainda. Pessoas... Todas são mutáveis, incompreensiveis e mentirosas. Enquanto você mente e trai, tudo é comum e monótono, quando começa a contar a verdade, tudo passa a ter um sabor melhor, até mesmo a dor começa a ter um gosto adociado e extremamente viciante. Il continue mort et noyé dans les mensonges.



Postagem antiga de outro blog, mas faz tanto sentido agora...

domingo, 7 de março de 2010

Te como vivo se me negares.

Eu sou aquilo que mais te amedontra, aquilo que te persegue mesmo que você fuja o mais rápido que suas pernas conseguem correr, eu te agarro, te esmago. Não sou do tipo flexível, não me rendo a meros elogios ou a argumentos, sou totalmente certa, nunca errada. Eu não sirvo a ti mentiroso, eu sirvo a mim. Meus caminhos são estranhos, talvez eu bata com você na próxima esquina. Eu sempre estou ali, mesmo que longe. Sempre te observando, eu sei o que você faz, eu sei o que te faz ser você mesmo. Eu sempre vou estar te acompanhando, mesmo que não queiras. Meu nome é sagrado, mas quanto aos mortais me chamem de verdade.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Dê-me horror esta noite e eu ficarei bem.

Mão na minha. Não grite, não fale. Apenas sussurre. A noite vai nos encontrar e quando ela o fizer, virá fria e sem piedade nos prender em seus temores juntamente com seu véu denso. Aperte minha mão, não tenha medo, não vou deixar que eles te machuquem. Não hoje. Hoje eu serei seu escudo - mesmo que este escudo esteja corrompido. Hoje eu serei tudo o que você tem. Seremos perfeitos. Perfeitos um para o outro mesmo que isso queira dizer que não pertencemos a este mundo mais.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

This days I forgot how to smile.

Alguns dias... algumas bebidas e aquilo não passava, era como uma grande pedra em sua garganta. Não sorria, não falava, não... nada. Aquilo era interessante. Um ser errante, feliz que nunca mais sorriu. Suas lágrimas não rolavam mais, era tão vazio que nem ao menos isso poderia sair dela. Era um fantasma, por muito tempo. Se achava feia, insuportével até para ela mesma. Dormia pensando em acordar em outro corpo que não esse, era pedir muito acordar um dia e não ver sua mesma face desanimada em suas olheiras profundas? Não era, mas ninguém ouviria aquele pedido. Ela sabia, oras. O mundo não é justo, muito menos para ela, ela sempre soube. Então, era sempre assim. Cair, ser surrada, ser apunhalada e depois sorrir como se nada houvesse acontecido. Normal.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Agora vou provar que sou melhor que você.

Garotinha, você escreve em seu diário esperando que alguém o leia e descubra que você anda fazendo coisas... coisas que não deveria. Que aliás, nenhuma garotinha como você deveria. Mas você é tão pequena para entender que um coração não fora feito para se conquistar, pisar, cuspir e jogar fora depois. Ah, mas você sabe que vai pagar, um dia vai e quando esse dia chegar, receberá em dobro. Você sabe, mas você se importa? A resposta é óbvia, você ignora o fato para não perecer em sua cama consumida pela culpa. Um dia você ira acordar sozinha, procurara em todos os cantos por alguém que lhe socorra, mas sabe que não restará ninguém pois o seu defeitinho espantará a todos e quando a noite cair, abrace seu travesseiro... dê um nome á ele. O meu nome. Grite-o. Procure-me. Não acharás.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Might last a day, yeah. Well mine is forever.

Eu quero que venha o inferno. Quero que me leve ao mais profundo desengano, quero que queime, que sofra, que doa, que machuque... Que se exploda. Diga tudo o que eu me neguei a acreditar, grite todo o seu coração para fora, me faça ouvi-lo, me faça senti-lo. Me faça sentir agora... qualquer coisa que me lembre humanidade.

E o céu era todo violeta eu quero de novo, mas mais violento mais violência
.
Hey, eu sou aquela desalmada.
Um acima e um abaixo.

Hole - Violet

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"I miss you. I'm so sorry."

A noite está quente, permaneço em minha cama rolando de um lado para o outro. Tudo o que eu vejo é o escuro de meu quarto e sinto o incomodo lençol debaixo de meu corpo, me sufocando...

O ar me sufocava cada vez mais, precisava sair dali imediatamente. Levantei-me, mirei a janela. O céu sem nuvens, as estrelas brilhavam. Seria uma noite perfeita, tirando um pequeno detalhe: Não era perfeita, nunca seria. Era exatamente igual aquele dia.

Dezembro á tarde, calor, calor e mais calor. Sufocante. Odiava o calor, me fazia sentir fraca, mas você estava ali, o que haveria de errado naquele calor? Naquele dia insuportável? Você tinha algo a dizer. "Não dá mais." disse, em um folêgo só. Como se doesse, ou como você queria que eu pensasse que fosse. Quis parecer que doía nela, mas não doeria nela. Nunca.

Balancei a cabeça, como se quisesse afastar aqueles pensamentos. A dor que um dia passou. Foram-se três anos desde aquele dia e aquele olhar de fingida tristeza e forçada agonia permaneciam frescos em minha memória. E estes pensamentos sempre vieram acompanhados daquele mesmo olhar, só que agora estaguinado, demonstrando temor. Um jato rápido de sangue cortando o ar. Em seguida, fechei meus olhos. Um barulho surdo de algo pesado caindo ao chão. Um sorriso sádico e maníaco em meu rosto... Como mágica a dor se foi. A agonia passou. Um lágrima escorreu por meu rosto, manchando meu sorriso. Seu corpo, agora como uma obra de arte, coberto em tinta vermelha e espesa. A matéria-prima que corria por seu corpo... por suas veias... que chegava até seu coração... seu coração... parou.






I'm not sorry.
I don't miss you.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Fix my eyes, please. I can't see yours while you smother me.

Me dê tudo o que você tem - tudo. Não quero saber se o amanhã existe, só quero que me dê tudo de você. Não importa se o amanhã vier e eu me arrepender de ter tudo o que tem a oferecer.

E se eu não quiser te dar?

Mesmo assim lhe darei tudo o que eu tenho. Tudo o que tenho está na ponta desta faca. No cano desta arma. Se isso não for o bastante para você, acho que não sou o bastante.



"Get me out of this place, before I cause more damage. A small price to pay for building houses out of matchsticks and when things get too hot, you've got me to blame for every fire that breaks out in every lover's name, so...

...Don't forget, we've got unfinished business, stories yet to unfold, tales that must be retold.
And I regret not knowing when to put an end to all this madness."

All Time Low - Running From Lions