quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"I miss you. I'm so sorry."

A noite está quente, permaneço em minha cama rolando de um lado para o outro. Tudo o que eu vejo é o escuro de meu quarto e sinto o incomodo lençol debaixo de meu corpo, me sufocando...

O ar me sufocava cada vez mais, precisava sair dali imediatamente. Levantei-me, mirei a janela. O céu sem nuvens, as estrelas brilhavam. Seria uma noite perfeita, tirando um pequeno detalhe: Não era perfeita, nunca seria. Era exatamente igual aquele dia.

Dezembro á tarde, calor, calor e mais calor. Sufocante. Odiava o calor, me fazia sentir fraca, mas você estava ali, o que haveria de errado naquele calor? Naquele dia insuportável? Você tinha algo a dizer. "Não dá mais." disse, em um folêgo só. Como se doesse, ou como você queria que eu pensasse que fosse. Quis parecer que doía nela, mas não doeria nela. Nunca.

Balancei a cabeça, como se quisesse afastar aqueles pensamentos. A dor que um dia passou. Foram-se três anos desde aquele dia e aquele olhar de fingida tristeza e forçada agonia permaneciam frescos em minha memória. E estes pensamentos sempre vieram acompanhados daquele mesmo olhar, só que agora estaguinado, demonstrando temor. Um jato rápido de sangue cortando o ar. Em seguida, fechei meus olhos. Um barulho surdo de algo pesado caindo ao chão. Um sorriso sádico e maníaco em meu rosto... Como mágica a dor se foi. A agonia passou. Um lágrima escorreu por meu rosto, manchando meu sorriso. Seu corpo, agora como uma obra de arte, coberto em tinta vermelha e espesa. A matéria-prima que corria por seu corpo... por suas veias... que chegava até seu coração... seu coração... parou.






I'm not sorry.
I don't miss you.