terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Dê-me horror esta noite e eu ficarei bem.
Mão na minha. Não grite, não fale. Apenas sussurre. A noite vai nos encontrar e quando ela o fizer, virá fria e sem piedade nos prender em seus temores juntamente com seu véu denso. Aperte minha mão, não tenha medo, não vou deixar que eles te machuquem. Não hoje. Hoje eu serei seu escudo - mesmo que este escudo esteja corrompido. Hoje eu serei tudo o que você tem. Seremos perfeitos. Perfeitos um para o outro mesmo que isso queira dizer que não pertencemos a este mundo mais.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
This days I forgot how to smile.
Alguns dias... algumas bebidas e aquilo não passava, era como uma grande pedra em sua garganta. Não sorria, não falava, não... nada. Aquilo era interessante. Um ser errante, feliz que nunca mais sorriu. Suas lágrimas não rolavam mais, era tão vazio que nem ao menos isso poderia sair dela. Era um fantasma, por muito tempo. Se achava feia, insuportével até para ela mesma. Dormia pensando em acordar em outro corpo que não esse, era pedir muito acordar um dia e não ver sua mesma face desanimada em suas olheiras profundas? Não era, mas ninguém ouviria aquele pedido. Ela sabia, oras. O mundo não é justo, muito menos para ela, ela sempre soube. Então, era sempre assim. Cair, ser surrada, ser apunhalada e depois sorrir como se nada houvesse acontecido. Normal.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Agora vou provar que sou melhor que você.
Garotinha, você escreve em seu diário esperando que alguém o leia e descubra que você anda fazendo coisas... coisas que não deveria. Que aliás, nenhuma garotinha como você deveria. Mas você é tão pequena para entender que um coração não fora feito para se conquistar, pisar, cuspir e jogar fora depois. Ah, mas você sabe que vai pagar, um dia vai e quando esse dia chegar, receberá em dobro. Você sabe, mas você se importa? A resposta é óbvia, você ignora o fato para não perecer em sua cama consumida pela culpa. Um dia você ira acordar sozinha, procurara em todos os cantos por alguém que lhe socorra, mas sabe que não restará ninguém pois o seu defeitinho espantará a todos e quando a noite cair, abrace seu travesseiro... dê um nome á ele. O meu nome. Grite-o. Procure-me. Não acharás.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Might last a day, yeah. Well mine is forever.
Eu quero que venha o inferno. Quero que me leve ao mais profundo desengano, quero que queime, que sofra, que doa, que machuque... Que se exploda. Diga tudo o que eu me neguei a acreditar, grite todo o seu coração para fora, me faça ouvi-lo, me faça senti-lo. Me faça sentir agora... qualquer coisa que me lembre humanidade.
E o céu era todo violeta eu quero de novo, mas mais violento mais violência.
Hey, eu sou aquela desalmada.
Um acima e um abaixo.
Hole - Violet
E o céu era todo violeta eu quero de novo, mas mais violento mais violência.
Hey, eu sou aquela desalmada.
Um acima e um abaixo.
Hole - Violet
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
"I miss you. I'm so sorry."
A noite está quente, permaneço em minha cama rolando de um lado para o outro. Tudo o que eu vejo é o escuro de meu quarto e sinto o incomodo lençol debaixo de meu corpo, me sufocando...
O ar me sufocava cada vez mais, precisava sair dali imediatamente. Levantei-me, mirei a janela. O céu sem nuvens, as estrelas brilhavam. Seria uma noite perfeita, tirando um pequeno detalhe: Não era perfeita, nunca seria. Era exatamente igual aquele dia.
Dezembro á tarde, calor, calor e mais calor. Sufocante. Odiava o calor, me fazia sentir fraca, mas você estava ali, o que haveria de errado naquele calor? Naquele dia insuportável? Você tinha algo a dizer. "Não dá mais." disse, em um folêgo só. Como se doesse, ou como você queria que eu pensasse que fosse. Quis parecer que doía nela, mas não doeria nela. Nunca.
Balancei a cabeça, como se quisesse afastar aqueles pensamentos. A dor que um dia passou. Foram-se três anos desde aquele dia e aquele olhar de fingida tristeza e forçada agonia permaneciam frescos em minha memória. E estes pensamentos sempre vieram acompanhados daquele mesmo olhar, só que agora estaguinado, demonstrando temor. Um jato rápido de sangue cortando o ar. Em seguida, fechei meus olhos. Um barulho surdo de algo pesado caindo ao chão. Um sorriso sádico e maníaco em meu rosto... Como mágica a dor se foi. A agonia passou. Um lágrima escorreu por meu rosto, manchando meu sorriso. Seu corpo, agora como uma obra de arte, coberto em tinta vermelha e espesa. A matéria-prima que corria por seu corpo... por suas veias... que chegava até seu coração... seu coração... parou.

I'm not sorry.
I don't miss you.
O ar me sufocava cada vez mais, precisava sair dali imediatamente. Levantei-me, mirei a janela. O céu sem nuvens, as estrelas brilhavam. Seria uma noite perfeita, tirando um pequeno detalhe: Não era perfeita, nunca seria. Era exatamente igual aquele dia.
Dezembro á tarde, calor, calor e mais calor. Sufocante. Odiava o calor, me fazia sentir fraca, mas você estava ali, o que haveria de errado naquele calor? Naquele dia insuportável? Você tinha algo a dizer. "Não dá mais." disse, em um folêgo só. Como se doesse, ou como você queria que eu pensasse que fosse. Quis parecer que doía nela, mas não doeria nela. Nunca.
Balancei a cabeça, como se quisesse afastar aqueles pensamentos. A dor que um dia passou. Foram-se três anos desde aquele dia e aquele olhar de fingida tristeza e forçada agonia permaneciam frescos em minha memória. E estes pensamentos sempre vieram acompanhados daquele mesmo olhar, só que agora estaguinado, demonstrando temor. Um jato rápido de sangue cortando o ar. Em seguida, fechei meus olhos. Um barulho surdo de algo pesado caindo ao chão. Um sorriso sádico e maníaco em meu rosto... Como mágica a dor se foi. A agonia passou. Um lágrima escorreu por meu rosto, manchando meu sorriso. Seu corpo, agora como uma obra de arte, coberto em tinta vermelha e espesa. A matéria-prima que corria por seu corpo... por suas veias... que chegava até seu coração... seu coração... parou.

I'm not sorry.
I don't miss you.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Fix my eyes, please. I can't see yours while you smother me.
E se eu não quiser te dar?
Mesmo assim lhe darei tudo o que eu tenho. Tudo o que tenho está na ponta desta faca. No cano desta arma. Se isso não for o bastante para você, acho que não sou o bastante.
"Get me out of this place, before I cause more damage. A small price to pay for building houses out of matchsticks and when things get too hot, you've got me to blame for every fire that breaks out in every lover's name, so...
...Don't forget, we've got unfinished business, stories yet to unfold, tales that must be retold.
And I regret not knowing when to put an end to all this madness."
All Time Low - Running From Lions
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Some things, are just... Things. You know?

Algumas situações, contradições, mistérios, algumas outras coisas das quais eu não me lembro. Ter pessoas de quem lembrar, mesmo que memórias ruins, lembrar das maçãs podres. Memórias. Coisas. Que aconteceram ou nunca chegaram a ser mais do que mera suposição, mas na sua imaginação, no fundo, você sabe que... Não, na verdade não sabe. Você só supõe, lembre-se. Suposições não chegam a se tornar realidade se ficam somente no "planejar", no "e se fosse..." Repense. Chegou a algum lugar? Não? Então aja. Não pare, nunca pare. E como disse um cara, um desconhecido "O tempo não para."
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